segunda-feira, 6 de abril de 2015

High all the time!

Um texto, uma palavra, um livro, uma poesia, tanto faz.
Algo a ser dito, nunca será ocorrido.
Preciso escrever, preciso desabafar, e então me encontro de frente para meu velho blog terapêutico.
Mas as toxinas do cigarro em meu sangue me fazem entrar em alguns dilemas quanto a mim mesmo.
Penso em todas minhas épocas de vida que já passaram. Penso em como pude ser tão fraco de abrir mão de minha própria essência para outra pessoa.
Penso em como pude largar uma vida inteira pela frente pelo simples conforto e luxo.
Isso nunca fez parte de mim, sempre fui tão livre.
Tenho sido mais desapegado também.
E eu que não gosto de me rotular, estou aqui, escrevendo o que sou.
As vezes me imagino dentro de um copo de alguma bebida qualquer, sempre a tentar escapar dos gelos boiando em minha frente e almejando chegar na borda do copo.
Ultimamente tenho realmente estado no fundo do poço, já que essa maré cheia de azar parece não querer me largar.
Meu pensamento positivo sempre me faz perceber quanto chão ainda tenho pela frente.
Quantas viagens ainda a fazer. Quantos olhos diferentes a encontrar. Quantos topos a escalar, escadas a subir, paisagens a adorar, pessoas a conversar, línguas a aprender, fotos a tirar, comidas a provar, cheiros a se deliciar, luares a se apaixonar, camas a adormecer.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Meu cérebro casando com minha madrugada quente.

Algumas dores no coração. Duas garrafas de cerveja vazias. Uma perna arranhada de coceira. A dor de perder alguém. O pesar de estar longe de quem mais nos faria bem agora. E tudo isso sendo deixado de lado pelo sentimento inexplicável de conhecer pessoas novas, lugares novos, costumes diferentes.
O meu ser intelecto necessita alimentação de novas culturas. Fui projetado para escutar e absorver toda e qualquer informação, útil ou inútil. E é isso que me faz sonhar todas as noites. É esse o combustível de meus desejos.
Sou uma pessoa estranha e deslocada, mas tenho certeza dos meus almejos. Sou feito de várias línguas, vários sabores, vários ventos, diferentes marés, odores variados e uma linha não traçada pelo destino.
Meu destino é qualquer coisa. Meu destino é uma praia no fim de noite sem ter planejado isso previamente.
Sozinho ou acompanhado. Sóbrio ou embriagado. Feliz ou entristecido. Saudoso ou nostálgico. Serei sempre o garoto que anda pelas estradas da vida sem saber qual meu rumo certo, ou meu plano a ser seguido.
Depois de muitas palavras e algumas músicas a frente, parei pra pensar o quanto escrever me liberta de mim mesmo e me faz lembrar o porque gosto de ser livre. Mesmo não fazendo sentido pra ninguém, mesmo sendo um texto alucinado para outros. Para mim, é o meu texto.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Mais um medo do Lucas.

Um tempo atrás ouvi alguém falando sobre o medo do sucesso e quais complicações ele trazia para um novo empreendedor ou alguém que almeja subir na vida. Eu simplesmente estalei minha língua, dei de ombros e disse que isso era impossível. Quem um dia teria medo de ser bem sucedido, de alcançar seus objetos financeiros e pessoais? E hoje, lembro-me deste dia e deste mesmo estalo de língua e o que estala agora são meus ossos e esse calafrio que percorre minha espinha.
Quem eu sou pra algum dia me achar digno de sucesso?
Sabe, não pretendo parar agora, não pretendo pular deste barco em movimento e me deixar levar pelas águas ternas da vida. Pretendo seguir, pretendo remar o barco, e mesmo que, acidentalmente, o barco afunde, eu dei o meu melhor, e continuarei nadando até meus braços atrofiarem de dor.
Eu tenho medo do sucesso, mas tenho medo agora. Nunca tive antes e pretendo nunca mais ter. Espero chegar no meu altar tão esperado. E mesmo com receio de chegar nesse sucesso que ainda está longe, eu continuo. Continuo convivendo com meus medos e cada dia aprendendo mais a deixa-los para trás.

E como sempre, em uma epifania de medo e desespero, eu começo escrever e na metade do meu texto a terapia surti efeito.

Mais uma vez contraditório. Mais uma vez amedrontado. Mais uma vez certo do que fazer.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Meus quase vinte anos?

Sabe, eu estive pensando na vida e nos meus quase vinte anos.
Passei por tanta coisa e ainda assim me faltam milhares de anos de experiência, encho minha boca para falar que possuo prática em determinados assuntos e esqueço o quanto sou um bebê em outros.
Não posso sair por ai espalhando para o mundo minhas proezas, não tenho este direito. A única coisa que cabe a mim é esperar ansiosamente cada experiência nova a ser vivida, cada correr no parque, cada viagem, cada novo prato experimentado, cada estado novo visitado, cada pessoa nova conhecida, cada roupa nova provada.
As pessoas ao meu redor se esquecem do quanto somos seres humanos e o quanto estamos em constante mudança e aprendizagem. Esquecem que acima de tudo, somos pessoas pensantes e sentimentais, e discorrem de nossa vida sem o menor dos pesares. Dizem-nos o que fazer, quando fazer e como fazer, como se fossem donos da verdade e soubessem cada segundo vivido em nossa vida.
Um conselho de quem ainda não viveu nem um décimo do quanto quer viver: vivam, se permitam, quebrem seus limites e mudem a cada momento. Sejam felizes.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Madrugada sombria ao seu lado.

Acordo assustado, a vontade de ir ao banheiro é iminente, o sono me deixando como gotas de suor, o medo generalizado tomando conta do meu eu interior, os passáros cantam alvoroçados na janela e minha única certeza é a vontade de um abraço.
Minha respiração lenta dificulta a chegada de oxigênio em meu cérebro bloqueando meus pensamentos e me deixando sonolento. Após meio abraço dado procuro aconchego nas cobertas quentes que tomam contam da minha pele como feitas para mim. A sonolência vai embora deixando lugar para uma dor inevitável e pertinente. O coração dispara e eu não penso duas vezes em te acordar para te dizer o quanto te amo. Não foi o suficiente para você prestar atenção em mim. Então volto meus pensamentos no futuro, na qual já estou acostumado a pensar toda madrugada gelada, mas essa é diferente. A madrugada não está mais fria como antes. O calor me abraça como se fossemos um só, e eu encontro acalanto na minha noite sombria. 
Não, o simples fato de você ter de dormir não me faz deixar de te amar. Não, o seu sono não me atrapalha.
Eu volto meus olhos para seu rosto pálido já familiarizado com cada pedaço de sua derme, e tudo que consigo sentir é alegria por eu ser o priveligiado de estar ao seu lado.
A sua respiração ao dormir tranquiliza meu ser, e sua serenidade me traz um sono que me faz adormecer no mesmo momento. Só você sabe o que eu preciso mesmo não sabendo o que fazer.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O que eu quero?

A dor de estar a cinco minutos de algo que sempre se sonhou. O que procurar depois, já que conseguirei o que eu tanto almejava? Como se distrair sem ter um motivo para correr?
Quando penso no que quero da minha vida, planejo um pouco mais. Coloco expectativas inalcançáveis para que assim eu esteja sempre melhorando, desejando algo novo e saindo do imutável a fim de alcançar o impossível.
Já não tenho tanta sede de buscar coisas como antigamente, porém eu sei que uma faísca de ansiedade está acesa bem no fundo da minha alma, me fazendo lembrar que a cada segundo algo mudou no mundo. Quem sabe eu não esteja mudando a cada segundo como antes, contudo, se algo mudou, indiretamente eu também não permaneço o mesmo.
Os dias vão passando, e o ciclo da minha vida se finalizando. Nem eu e nem ninguém sabe do amanhã, sabe o que está por vir, por esse motivo, tento fazer tudo hoje. Loucuras, amores, realizações, brigas, sorrisos, respirações, abraços, desavenças, apertos de mão, gestos educados, gentileza, antipatia e um misto de amor e ódio que me faz pensar em quem eu realmente posso confiar.
Muitas das vezes meus textos não fazem sentido para a maioria, mas a minoria que os entendem já é o suficiente para que eu não me sinta sozinho neste quarto.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Intensidades do momento.

Você tem tudo em suas mãos, controla tudo a sua volta, joga jogos e se acha a pessoa mais esperta do mundo. E em uma fração de segundos você está olhando a foto de alguém enquanto escuta uma música e se pega sorrindo como um bobo.
A sua vida vira do avesso, problemas precisam ser resolvidos para que tenham uma vida plena juntos.
E então quando deita sua cabeça no travesseiro e sua vida toda passa por sua mente, você nota a presença daquela mesma pessoa da foto em todos os momentos futuros, você se imagina em um sofá velho em um terraço qualquer da cidade, apenas observando o nascer do sol e sentindo o movimento do corpo que está deitado em seu ombro ao respirar.
Sorrisos largos, suspiros profundos, rugas de preocupação, o sangue correndo mais rápido em suas veias, palpitação em seu peito e uma simples sensação de liberdade e felicidade que voa como os ventos do sul, te fazendo arrepiar da coluna até a cabeça.
Essa sensação parece ser boa descrita desta maneira.
Não tenho necessidade de falar mais nada para você, já estou em suas mãos. Sou intenso em tudo que faço.